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Publicada em 10/07/2017 às 11:29
Tradicionais palcos da Barra, Arena e Ribalta apostam na diversificação
Tradicionais palcos da Barra, Arena e Ribalta apostam na diversificação
Ariana Grande. Sensação entre adolescentes e jovens, a cantora se apresentou há dez dias na Jeunesse Arena - João Victor Amaral/Zimel / Divulgaç
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O espaço foi inaugurado para sediar competições de ginástica nos Jogos Pan-Americanos de 2007, quando a Olimpíada do Rio ainda era apenas um sonho. De lá para cá, muita coisa aconteceu, tanto no entorno como em seu interior. O nome, inclusive, teve mudanças ao longo dos anos. Após uma década de atividades — e uma pausa na programação habitual para sediar a Rio-2016 —, a (atualmente chamada) Jeunesse Arena volta à rota de grandes espetáculos e eventos da cidade. Nesse meio tempo, a GL Events, multinacional francesa que administra o local, renovou a concessão e garantiu sua permanência à frente do equipamento da prefeitura por mais 30 anos.

Artistas como o americano John Mayer e os roqueiros do Green Day estão entre os próximos a se apresentar no local, em 27 de outubro e 1º de novembro, respectivamente. Recentemente, a casa recebeu os artistas (e seus fãs histéricos) Ariana Grande e Ed Sheeran. Em 15 de dezembro, será a vez de Lynyrd Skynyrd e Deep Purple, ambas bandas incluídas no Rock & Roll Hall of Fame, em Ohio, Estados Unidos. Harry Styles, ex-integrante da banda adolescente One Direction, também já está confirmado no palco, em maio do ano que vem.

Embora tenha se firmado como um dos principais locais para shows de grande porte na cidade — seu palco já recebeu de Amy Winehouse a Maroon 5, de Bob Dylan a Elton John, de Iron Maiden a Lionel Richie —, a Arena também sedia eventos corporativos, palestras, encontros religiosos e apresentações de companhias de balé.

Durante a Olimpíada do Rio, o equipamento abrigou competições de três modalidades de ginástica (artística, rítmica e trampolim). A expertise na área esportiva desde a sua concepção é explorada com frequência: muitos fãs da NBB e da NBA já tiveram a chance de ver seus ídolos de perto em partidas no local. A versatilidade é justamente um dos trunfos da Arena, diz Milena Palumbo, diretora regional da GL Events.

— Este ano, tivemos eventos totalmente diferentes uns dos outros, como a final e a semifinal da Superliga Feminina de Vôlei, o Mundial da League of Legends 2017 (evento inspirado num dos games on-line mais populares dos últimos anos), confrontos do UFC, o Disney on Ice e shows musicais. O mix que fazemos é único. Aqui é possível sair de um jogo e montar uma pista de gelo em uma semana. Estamos falando de uma evolução de mercado — diz Milena.

Com conceito trazido das grandes arenas multiuso dos Estados Unidos, a Jeunesse tem sistema de ar-condicionado e capacidade para receber um público de até 18 mil pessoas, dependendo da configuração de cada evento. A área total do equipamento é de 2.400 metros quadrados, e inclui cozinha industrial, refeitórios, vestiários, espaços para camarins, salas de ensaios e camarotes.

O interesse de grandes produtoras pelo espaço se deve em grande parte à qualidade da infraestrutura, observa a executiva, que não revela o investimento feito anualmente para mantê-la.

— A acústica da Arena é muito elogiada. O tamanho da quadra central e das áreas internas permite montar palcos de 40 metros de largura e até 17 de profundidade. O pé-direito tem 24 metros livres. Pode-se pendurar de tudo aqui, porque temos uma grande capacidade de sustentação, o que não é muito comum. Dá para criar cenários e palcos elaborados — afirma.

Em fevereiro deste ano, a Jeunesse, empresa americana de cosméticos, fez um contrato de naming rights com a GL Events. Em ações como esta, uma empresa compra ou aluga o nome de um estabelecimento, e a renda obtida com o negócio é investida no local.

MORADORES NA PLATEIA E NO PALCO

Nos últimos dez anos, a Ribalta fez caminho inverso ao da Arena. Deixou de sediar grandes shows e tornou-se palco de eventos corporativos e festas privadas. Agora, retorna à antiga rota, e volta a investir em concertos abertos ao público. O teste para definir o perfil dos frequentadores na nova fase ocorreu há dois meses, com uma apresentação única da dupla Zezé Di Camargo e Luciano. O resultado não poderia ter sido mais animador: a casa operou com a capacidade máxima, atraindo moradores dos quatro cantos da cidade.

Nesta nova fase, o plano é agradar a um público que gosta de assistir a apresentações com o máximo de conforto, explica o empresário Fabiano Fonseca, diretor artístico da casa, cujo salão tem três mil metros quadrados.

— Mantemos um projeto de paisagismo em dias de show. Nada de amontoar centenas de pessoas no mesmo ambiente. A regra aqui é trabalhar com mesas de até dez lugares, que privilegiam grupos de amigos. No salão, a decoração, em dia de apresentação, inclui tapetes e mesas com toalhas. Garçons servem bebidas e petiscos o tempo todo. Tudo para oferecer uma boa experiência — explica Fonseca, que já atuou em casas de espetáculos como o Imperator, no Méier, e o extinto Olimpo, que funcionava na Vila da Penha.

Para atrair especialmente a atenção de seu público-alvo, os moradores da Barra e dos bairros vizinhos, a Ribalta vem promovendo shows com artistas consagrados, muitos deles residentes na região, como Alcione e Diogo Nogueira, que subiram ao palco juntos, no espetáculo “Eu amo samba”. A boa repercussão fez com que a casa programasse uma segunda apresentação. No dia 22, outro morador ilustre da Barra, Zeca Pagodinho, vai se apresentar por lá. Segundo a organização, 60% das entradas, que custam a partir de R$ 100, já foram vendidas.

Para os próximos meses estão confirmadas apresentações da dupla sertaneja Victor & Léo ( 22 de setembro) e da banda Roupa Nova, encarregada de animar uma noite de réveillon que promete. Há negociações em curso ainda com Daniel e Ana Carolina.

Anexo ao Ribalta, o Hotel Ramada Encore Ribalta, inaugurado pouco antes da Olimpíada, tornou-se peça fundamental na estratégia da casa, já que os turistas, pela proximidade, também acabam se interessando em conhecer o espaço de shows.

— Já estamos fechando pacotes para o réveillon com pessoas de outros estados que estão interessadas em se hospedar aqui e curtir o show do Roupa Nova — diz Fonseca.

A diversificação também está no horizonte dos administradores. A Ribalta continuará recebendo eventos fechados, como formaturas, congressos e workshops, e pretende ainda sediar grandes feiras. Espetáculos teatrais serão outra vertente. Por enquanto, os shows musicais têm mirado um público maduro, mas a ideia é ter também atrações para os mais jovens.

Inaugurada em 2000, a Ribalta tem capacidade para abrigar até 2.200 pessoas sentadas. Para receber apresentações com público maior, de até quatro mil pagantes, o local precisará passar por adaptações, que incluirão a construção de novos banheiros. As obras ainda não têm data para começar.

 

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fonte: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/tradicionais-palcos-da-barra-arena-ribalta-apostam-na-diversifi

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