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Publicada em 05/11/2018 às 22:42
Despoluição da Baía e de Lagoas da Barra ainda é desafio para estado
Despoluição da Baía e de Lagoas da Barra ainda é desafio para estado
Saída de esgoto prejudica a orla de Niterói-Manilha, próximo a São Gonçalo Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo

Em seu programa de governo, o então candidato Wilson Witzel (PSC) prometeu “buscar recursos para criação e implantação de um projeto real de despoluição” da Baía de Guanabara. Agora eleito, ele terá muito trabalho pela frente para levar o projeto adiante. Um sobrevoo de helicóptero, feito pelo biólogo Mario Moscatelli, no projeto Olho Verde, e acompanhado por uma equipe do GLOBO, mostrou que a degradação ambiental da área continua a todo vapor. Do alto, foi possível observar a contaminação dos rios que deságuam na Baía, o aumento de navios abandonados nas águas e uma maior quantidade de lixões clandestinos na região de Gramacho. Moscatelli, que também sobrevoou o complexo lagunar da Barra, pretende entregar um relatório técnico sobre o panorama atual das duas regiões para o ex-juiz.


O biólogo também quer que sua avaliação chegue às mãos do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), morador da Barra. No programa de governo de Witzel, não há propostas para a despoluição das lagoas do bairro, que fazem parte da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá. O biólogo vai anexar fotos tiradas nas mesmas áreas, entre 1997 e 1999, para mostrar que pouco foi feito desde então.

— Chego à conclusão que não é por falta de dinheiro, crise econômica ou ideologias específicas no governo que o ambiente não recebe atenção. Não recebe atenção nunca — reclamou Moscatelli, que lembra que, nesse período, houve orçamento de mais de 1 bilhão de dólares para despoluição, somados dois programas específicos, o de Despoluição da Baía de Guanabara, e o de Saneamento Ambiental dos Municípios, que, segundo ele, tiveram poucos resultados.

Vazamentos de esgoto

O sobrevoo do programa Olho Verde começou após decolagem no Aeroporto de Jacarepaguá. A primeira visão foi do encontro entre o Rio Arroio Fundo e a Lagoa da Tijuca. Vazamentos de esgoto no local ajudam a alimentar cianobactérias, micro-organismos cuja proliferação está associada ao desequilíbrio ambiental. O resultado é a coloração verde clara da água. No sistema lagunar da Barra, os principais rios, que acabam servindo como poluidores, são, além do Arroio Fundo, o Canal do Anil, Rio das Pedras, Arroio Pavuna, Arroio Pavuninha e Itanhangá.

Na região entre Rio das Pedras e Muzema, o que salta aos olhos é a ocupação irregular, que avança sobre a faixa marginal de proteção da Lagoa da Tijuca. A falta de saneamento básico dessas comunidades é uma das causas da poluição. O esgoto, porém, é visto também em áreas de ocupações ordenadas, como no entorno da Lagoa de Marapendi e do Canal das Tachas. Parte do vazamento chega à Praia do Pepê pelo Canal da Joatinga.

Na Baía de Guanabara, os problemas continuam. Ao longo do litoral de São Gonçalo, os pontos de vazamentos são frequentes. Em Itaóca, foram flagrados muitos aterramentos, com invasões nas áreas de manguezais. Em Gramacho, lixões irregulares crescem a olhos vistos.

— Os lixões ilegais aumentaram depois do aterro sanitário de Gramacho ter sido desativado. Estão avançando em cima da faixa de proteção marginal do Rio Sarapuí e sobre manguezais da Baía — diz Moscatelli.

Perto da Ilha do Fundão, os vazamentos de esgoto são evidentes. Ali, fica a Estação de Tratamento Alegria que, segundo o biólogo, só funciona com 50% de sua capacidade — informação negada pela Cedae, que diz que a instalação está em “pleno funcionamento”. A companhia afirma que acompanha a fiscalização, quando solicitada, de ligações irregulares nas galerias de águas pluviais e que está prestes a obter recursos de R$ 2,1 bilhões para ampliar programas de saneamento. A Secretaria de estado do Ambiente informou que executa as obras do Tronco Coletor Cidade Nova, que coletará dejetos jogados no Canal do Mangue. Ela informou que o programa de despoluição das lagoas da Barra foi suspenso por causa da crise econômica.

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fonte: https://oglobo.globo.com/rio/despoluicao-da-baia-de-lagoas-da-barra-ainda-desafio-para-estado-23208717

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