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Publicada em 05/01/2020 às 14:35
Praia da Barra: Areia sem lei.
Praia da Barra: Areia sem lei.
Foto: Divulgação
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O verão chegou e com ele, além do calor, a desordem urbana.

O Guia Jardim Oceânico foi até as areias da praia da Barra da Tijuca conferir o porquê das constantes reclamações de seus seguidores e o que encontramos foi uma série de irregularidades das barracas de praia. 

Uma destas irregularidades é a distância de uma barraca para a outra. A lei é clara: As barracas de praia devem possuir "Distanciamento mínimo de 50 m (cinquenta metros) de outro ponto". Mas na prática, o que ocorre, é muito diferente. Como muitos banhistas costumam frequentar o mesmo ponto da praia e consumir na mesma barraca, alguns barraqueiros, com menos clientela e de olho grande na clientela vizinha, se posicionam mais próximos destas visando se aproveitar da situação. É o que relata o proprietário de uma barraca próxima ao posto 4, que pediu para não ser identificado.

A princípio, isso pode soar como positivo para o banhista, já que aparentemente, quanto mais concorrência, melhor para o consumidor final. Mas a realidade é oposta. Isto porque, muitos barraqueiros demarcam território nas areias, proibindo que alguém que esteja em frente a sua barraca de praia, consuma na barraca ao lado. 

Além disso, ainda instalam guarda-sóis e cadeiras nas areias em frente as suas barracas, reservando áreas na areia, o que, segundo o DECRETO n.° 29.881, de 18 de setembro de 2008, não é permitido: "É proibida a delimitação, o cercamento, ou a reserva de qualquer área na praia, fora dos limites do módulo padronizado."


E a desordem não para por aí. 

As barracas que eram para serem desarmadas diariamente, e que só poderiam funcionar entre 7h e 20h (ou 21h no verão), não só, em poucos casos, continuam armadas durante a noite, como o seu responsável pernoita na mesma. O caso mais crítico foi encontrado em uma barraca de praia em frente a Av. Olegário Maciel, onde até o cercado da vegetação existente entre a areia e o calçadao foi utilizado como varal de roupa.

Em suma, o que vimos, é que nesta disputa por mais clientes, vale de tudo, inclusive prejudicar o próprio cliente.

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