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Publicada em 07/12/2020 às 09:36
Após quarto câncer de pele, moradora da Barra da Tijuca faz alerta sobre doença
Após quarto câncer de pele, moradora da Barra da Tijuca faz alerta sobre doença
Foto: Pixabay
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Solange Henriques cresceu frequentando praias. Moradora da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, abusou do sol sem proteção adequada desde criança e agora, aos 49 anos, está retirando o quarto câncer de pele, doença foco da campanha Dezembro Laranja, que tem como objetivo conscientizar a população para a doença.

— Sou muito clarinha e nunca me preocupei com a exposição errada e exagerada ao sol. Minha geração também não. E um dia a conta chegou, e a gente começa a pagar pelo acúmulo de sol — afirma a professora de educação física.

A exposição exagerada ao sol sem proteção é a principal causa do surgimento de câncer de pele na idade adulta. É preciso prestar atenção em pintas que crescem, manchas que aumentam, sinais que se modificam ou feridas que não cicatrizam, pois podem revelar o câncer de pele.

— Há horários adequados para pegar sol, mas é preciso buscar sombras, usar boné, chapéu e filtro solar — indica Gisele Seabra, coordenadora do Departamento de Cirurgia e Oncologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro (SBDRJ).

E se engana que o sol é uma ameaça apenas quando o tempo está aberto. Um dia nublado também oferece riscos.

— É importante que se examine familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões em que não é possível reconhecer sozinho. Além disso, sempre que for necessário se expor ao sol, não esqueça de proteger as áreas descobertas do corpo, mesmo em dias frios e nublados — diz a coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Jade Cury Martins.

No caso de Solange, todas as feridas foram no rosto.

— Em 2000, descobri o primeiro câncer. Era uma feridinha pequena, uma coisa muito mínima. Formou uma casquinha que saía e voltava, mas não cicatrizava, e aumentou. Eu comecei a achar aquilo estranho. Fui num dermatologista, ele tirou, fez biópsia e descobri o câncer — conta Solange, que se prepara para operar pela quarta vez:

— Estou pagando pelo sol que peguei lá atrás. Hoje tenho uma consciência maior. Evito sol e, se vou à praia, vou cedo e volto cedo. Estou sempre com filtro solar, até no dia a dia.

Números de 2020 preocupam

O câncer de pele é de longe o mais frequente no Brasil, superando até mesmo o de próstata nos homens e o de mama nas mulheres. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2020 os números da no país estão preocupantes. A doença corresponde a 27% de todos os tumores malignos no país, sendo os carcinomas basocelular e espinocelular (não melanoma) responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. Já o câncer de pele melanoma tem 8,4 mil casos novos anualmente.

Este ano, devido à pandemia do novo coronavírus, não haverá mutirão de atendimento gratuito do câncer de pele, que oferecia consultas por todo o país. O evento aconteceu 21 anos seguidos no país.

Assim como outros casos de câncer, o diagnóstico precoce pode permitir o tratamento de forma eficaz e proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente. Com os slogans “Câncer de pele é coisa séria!”, “Um pequeno sinal pode ser câncer de pele!”, “Uma ferida pode ser câncer de pele!” e “Uma mancha pode ser câncer de pele!”, a Sociedade Brasileira de Dermatologia tenta chamar a atenção para a gravidade da doença, que pode acometer qualquer região do corpo, inclusive a palma das mãos, planta dos pés, unhas, genitais e couro cabeludo.

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fonte: https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/apos-quarto-cancer-de-pele-moradora-do-rio-faz-alerta-sobre-doenca-24783253.html

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