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Publicada em 13/05/2018 às 21:06
Cidade das Artes procura se livrar da fama de elefante branco
Cidade das Artes procura se livrar da fama de elefante branco
Bel Kutner, diretora artística da Cidade das Artes, e Bernardo Cardoso, diretor de turismo da embaixada de Portugal - Pedro Teixeira / Agência O Glo

Na noite do último sábado de abril, a Cidade das Artes estava lotada. Gente de diferentes áreas da cidade, com preferências culturais diversas e carteiras mais ou menos recheadas, dividia alegre e civilizadamente o espaço, onde aconteciam simultaneamente o Festival Cervejeiro Carioca, apresentações das peças “O rei da vela”, “O tratado da Senhora Clap” e “40 Kbças — Uma comédia improvisada” e um concerto da orquestra Sapucaia Ensemble com a soprano Loren Vandal. Mais cedo, crianças tinham se divertido em atividades educativas. Ao todo, cerca de dez mil passaram por lá naquele dia.

Cinco anos depois da abertura (o início do funcionamento, em sistema de soft opening, foi em janeiro de 2013; e a inauguração para valer, em 16 de maio), a Cidade das Artes vai deixando para trás a fama de elefante branco e sendo ocupada por quem a financia: o contribuinte. Muitos já mal se lembram do tempo em que a portentosa arquitetura concebida pelo francês Christian de Portzamparc era símbolo de uma obra desnecessária, cara e que, julgava-se, seria inútil.

— Nosso primeiro desafio foi compreender o que as pessoas esperavam de um centro cultural com essas dimensões — diz André Marini, presidente da Fundação Cidade das Artes há um ano e quatro meses. — Sabíamos que havia uma percepção negativa. Mas nossa proposta é olhar para a frente, corrigindo o necessário e dando um novo significado a este local, com uma programação mais diversa e inclusiva.

Atualmente, visitam a Cidade das Artes mensalmente cerca de 40 mil pessoas, sendo 60% moradores dos arredores. Dependendo da atração, o público muda: a encenação de “O rei da vela” pela trupe do Teatro Oficina atraiu a Zona Sul. Para saber o que os frequentadores desejam, questionários são distribuídos aos participantes de projetos permanentes, como cursos e oficinas.

A programação está recheada. Depois do Portugal 360, será a vez do Rio H2k – Festival Internacional de Dança, do próximo dia 24 até 3 de junho. Para este ano estão previstos ainda grandes musicais, como “A noviça rebelde”, e concertos da Orquestra Sinfônica Petrobras. Apesar da movimentação, a maior parte dos recursos ainda vem da prefeitura: 80%, contra 20% de receita própria. A meta é praticamente inverter a proporção, reduzindo a ajuda do Tesouro a 30% até 2020.

— Conseguimos fortalecer a imagem da Cidade das Artes — diz a atriz Bel Kutner, convocada por Marini para assumir a direção artística do espaço. — Trabalhamos muito para que cada pecinha dessa engrenagem imensa funcione. Posicionar a Cidade das Artes como polo agregador da Zona Oeste é uma missão que vem sendo construída de forma intensa. E, claro, pensamos na relação dela com todas as regiões.

Além de vencer o preconceito e a crise econômica, há outros problemas: ainda é mais cômodo chegar lá de carro, em vez de contar com o serviço irregular de ônibus e BRTs, e o Café das Artes não dá vazão a tantas bocas famintas nos dias mais cheios. Mas, no que depender da dedicação de Marini e Bel, haverá cada vez mais gente na Cidade das Artes. É comum encontrá-los num sábado à noite recebendo o público, como aconteceu no último fim de semana de abril.

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fonte: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/cidade-das-artes-procura-se-livrar-da-fama-de-elefante-branco-22674645

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