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Publicada em 07/06/2018 às 10:09
Vendedores de quentinhas tomam as ruas da Barra
Vendedores de quentinhas tomam as ruas da Barra
Caio Rabelo, de 27 anos, vende quentinhas na rua há um ano Foto: Ricardo Rigel / Extra
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Arroz, feijão, macarrão, farofa, salada, frango, carne, peixe... O cardápio de quem passa pela Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, tem se tornado cada vez mais variado para os consumidores e competitivo para quem vende. Com a crise financeira que se abateu sobre o estado, muita gente que ficou desempregada tem ganhado a vida vendendo quentinhas. Num espaço de menos de 5 quilômetros percorrido pela via, a reportagem conseguiu contar 15 pontos de venda de comida.

Entre eles estava o empresário Alexandre Cavalcante, de 43 anos. Formado em contabilidade e pós-graduado em finanças ele chegou a trabalhar como executivo em uma multinacional canadense no ramo de petróleo, mas com a desaceleração de investimentos do setor ele precisou mudar de área:

— Há quatro anos, montei uma cozinha industrial na Gardênia Azul, em Jacarepaguá, e me associei a um outro empresário que também vendia quentinhas. Hoje, temos cinco pontos de vendas pela Barra da Tijuca e a nossa ideia é aumentar ainda mais os nossos negócios aqui pela Barra.

Alexandre Cavalcante, de 43 anos, está há 4 anos no ramo das quentinhas Foto: Ricardo Rigel / Extra

Ainda de acordo com Alexandre, ele vende cerca de 450 quentinhas por dia, ao preço de R$ 12 (no dinheiro e R$ 13 no cartão). Como o negócio funciona de segunda a sábado, o faturamento bruto mensal chega a quase R$ 130 mil.

— Temos clientes de todos os perfis. Muitos moradores de condomínios aqui da Barra, descem para comprar com a gente. Também vendemos muitas quentinhas para taxistas, motoristas de aplicativos e funcionários de empresas instaladas nas redondezas da Avenida das Américas — explica Cavalcante.

Há apenas três meses atuando no ramo das quentinhas, a corretora de imóveis Renata Bille, de 44 anos, também passou por um processo semelhante ao do empresário Alexandre Cavalcante. Ela conta que depois de trabalhar por 20 anos em uma grande empresa de imóveis, se viu desempregada e precisou usar a criatividade para conseguir se manter.

Renata Bille, de 44 anos, trabalhou por 20 como corretora de imóveis Foto: Ricardo Rigel / Extra

— Depois da Copa do Mundo, o mercado de venda de imóveis desaqueceu muito. O que me atingiu em cheio. Me vi desempregada e precisava arrumar uma forma de ganhar dinheiro. Como já costumava promover almoços e os meus amigos sempre gostaram da minha comida, passei a fazer quentinhas. Minhas quentinhas são vendidas por R$ 10 e ainda vão acompanhadas de um guaraná natural. Ofereço quatro tipos de pratos por dia e nas sextas ainda tem a minha feijoada, que já conquistou a clientela — conta Renata que vende uma média de 50 porções de comida por dia.

Contratos encerrados

O jovem empresário Caio Rabelo, de 27 anos, é dono de uma cozinha industrial há 8 anos. Antes de partir para os negócios na rua, ele conta que chegou a ter contratos de fornecimento de quentinhas para alguns órgãos estaduais e grandes empresas do Rio. A crise bateu a porta e Caio precisou arregaçar as mangas:

— Há um ano, tive que ir para a rua. Hoje, tenho cinco pontos de venda. Com uma saída média de 200 unidades por dia. Aceito todos os cartões. As quentinhas vão caprichadas e vendo por um preço acessível de R$ 10. Ainda distribuo um cartão fidelidade para os clientes. A cada 10 quentinhas consumidas, uma sai de graça. Sou muito grato por esse trabalho. Se não fosse isso estaria no buraco.

Melvi Romeo, de 39 anos, viu a concorrência crescer nos últimos dois anos Foto: Ricardo Rigel / Extra

Concorrência é crescente

Quando começou a vender quentinhas, há 2 anos, em um ponto em frente à estação do BRT Bosque da Barra, também na Avenida das Américas, o ambulante Melvi Romeo, de 39 anos, disputava a preferência da sua comida com apenas mais um concorrente. Hoje, segundo ele, a realidade bem diferente:

— Somente na região onde fico outros 10 vendedores de quentinhas também trabalham. É claro que as vendas diminuíram um pouquinho, mas mesmo assim tem espaço para todo mundo. O que procuro fazer é oferecer uma comida muito saborosa e com um cardápio variado para fidelizar os clientes. Vendo quentinhas de R$ 12 e de R$ 10 e todas elas vão acompanhadas de um guaraná natural.

Vendedores de quentinhas tomam disputam clientes na Avenida das Américas Foto: Ricardo Rigel / Extra

A aposta em quentinhas menos calóricas também é uma das estratégias usadas por alguns vendedores para atrair um público mais exigente. No ponto de vendas da ambulante Simone do Nascimento, de 31 anos, além das opções de bife com batata frita, os clientes também podem optar por pratos grelhados com filés de peixe e frango acompanhados de salada.

— Com tanta concorrência, o diferencial vira o grande destaque para o negócio — conta Simone que é funcionária de uma empresa que tem outros pontos de venda espalhados pelo bairro da Zona Oeste.

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fonte: https://extra.globo.com/noticias/rio/vendedores-de-quentinhas-tomam-as-ruas-da-barra-22748982.html

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