Assalto dentro da Península, na Barra, mobiliza moradores por mais segurança

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Um assalto ocorrido na noite da última quarta-feira (4) dentro da Península, na Barra da Tijuca, acendeu o alerta entre os moradores do bairro e gerou nova mobilização por mais segurança na região — que abriga, inclusive, o governador Cláudio Castro e o ex-prefeito Marcelo Crivella.

A vítima, uma mulher que caminhava com o marido pela Rua das Jacarandás, nas proximidades do condomínio Saint Barth, foi abordada por dois criminosos em uma moto. Ao perceber a tentativa de assalto, ela jogou o celular longe, mas acabou empurrada por um dos assaltantes, que recuperou o aparelho e fugiu em seguida. Em choque, ela saiu correndo. A Polícia Militar foi acionada.

Mobilização e protesto

O crime provocou indignação entre os moradores, que questionam a eficácia da segurança local diante das elevadas taxas condominiais. Em redes sociais, o grupo Mães da Península e outros residentes cobraram providências. “Pagamos caro e não temos segurança nem para andar à noite”, diz uma das mensagens compartilhadas.

Diante da escalada da violência, está marcada uma passeata para este sábado (6), às 11h, com concentração no Green Park, dentro do complexo da Península.

A Associação de Moradores da Península (Assape) informou, por meio de sua assessoria jurídica, que está prestando total apoio à vítima e tomando as medidas cabíveis junto às autoridades. A entidade também reiterou que a segurança pública é prioridade e que está em tratativas com o governo estadual para viabilizar a criação de um batalhão da Polícia Militar na região, em parceria com comércios locais e shoppings.

Segurança limitada

Apesar de o complexo residencial contar com 33 condomínios, 65 torres e cerca de 30 mil moradores em 5.300 unidades, as ruas internas da Península são vias públicas, o que impede o controle de acesso. Segundo uma moradora, que preferiu não se identificar, não há permissão para exigir identificação de quem acessa essas vias, o que compromete a segurança.

Debate público

Para o presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca (CCBT), Delair Dumbrosck, o problema da violência não se limita à Barra, mas é reflexo da falta de uma política de segurança para toda a cidade. Segundo ele, ações pontuais apenas deslocam o crime entre bairros:

— Se ataca na Barra, a bandidagem vai para a Zona Sul. Se ataca em Copacabana e Ipanema, vai para a Tijuca. Eles estão se movimentando constantemente. O problema é da cidade como um todo. O governo precisa estabelecer uma política de segurança — disse.

A CCBT está organizando uma conferência sobre segurança pública nos dias 28 e 29 de novembro, no Village Mall, também na Barra. O evento pretende reunir síndicos, representantes da sociedade civil, autoridades municipais e estaduais e parlamentares.

— Queremos que todos os síndicos participem e discutam com autoridades. Os poderes públicos precisam apresentar uma política de segurança. Esperamos que essa iniciativa comece pelo Rio, pois o problema já é nacional — afirmou Dumbrosck.

Investigação

A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca). Segundo nota, os agentes estão buscando imagens de câmeras de segurança e realizando diligências para identificar os autores e entender as circunstâncias do crime.

Roubos em alta na Barra

Dados recentes indicam que a criminalidade na Barra da Tijuca vem crescendo, especialmente em roubos de celulares. Em 2024, o bairro ficou em 4º lugar no ranking de roubos de celulares no Rio de Janeiro, com 424 ocorrências — um aumento de 8,2% em relação ao ano anterior. Os líderes do ranking são Centro, Tijuca e Maracanã.

Outros indicadores também preocupam:

  • Roubos em transportes públicos cresceram 49%, passando de 98 para 144 casos.
  • Roubos a transeuntes subiram de 615 para 718 ocorrências, um aumento de 16,7%.
  • Por outro lado, roubos de carros e motos tiveram queda de 6%, caindo de 67 para 63 casos.

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