Polícia Civil prende dupla que aplicava ‘golpe do falso exame’ em condomínio de luxo na Barra da Tijuca

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Dois homens foram presos em flagrante, nesta quarta-feira (13), ao tentarem aplicar o chamado “golpe do falso exame” em um condomínio de alto padrão na orla da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A ação foi resultado de uma denúncia feita por uma vítima à 16ª DP (Barra), que desconfiou da abordagem e acionou a polícia antes de efetuar qualquer pagamento.

Segundo o relato, os criminosos se apresentaram como supostos funcionários de um plano de saúde, informando que exames médicos de um parente idoso estavam prontos e oferecendo a entrega em domicílio. A vítima foi orientada a pagar uma taxa para receber os resultados.

Os policiais montaram uma operação no endereço indicado. Na portaria, abordaram Vitor de Souza, que carregava uma mochila com diversas máquinas de cartão e envelopes lacrados contendo os supostos exames.

O segundo suspeito, Clayton de Jesus Passos, que aguardava do lado de fora para dar cobertura ao comparsa, tentou fugir ao perceber a presença da polícia, mas foi alcançado e imobilizado.

De acordo com a Polícia Civil, os dois vieram de São Paulo e estavam hospedados no Morro de São Carlos, na região central do Rio. Eles foram autuados por tentativa de estelionato e associação criminosa.

Como o golpe funcionava
A quadrilha se passava por funcionários de laboratórios e convênios médicos, oferecendo a entrega de laudos diretamente na residência das vítimas — geralmente idosos — mediante pagamento de uma taxa.
O valor era cobrado apenas via máquina de cartão, momento em que eram realizadas múltiplas transações fraudulentas com os dados bancários.

A prisão da dupla na Barra ocorre poucos dias após outra operação da Polícia Civil, que apreendeu máquinas de cartão, motocicletas e uniformes utilizados por criminosos no mesmo tipo de golpe, desta vez no Vidigal.

“As investigações continuam para tentar identificar outros indivíduos que integram essa grande quadrilha que vem repetindo esses golpes”, afirmou o delegado Neilson Nogueira.
“É importante que as pessoas saibam que não é comum hospitais e clínicas entregarem por motoboys exames em sua residência”, alertou.

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