O Rio de Janeiro vai ganhar uma nova geração de clubes de piscinas de ondas artificiais, unindo lazer, esporte e empreendimentos imobiliários de alto padrão. Além da capital, três cidades litorâneas — Búzios, Mangaratiba e Maricá — já têm projetos em andamento ou em fase de implantação.
Barra Olímpica: obras em 2026
O projeto mais recente foi anunciado para o recém-criado bairro da Barra Olímpica, vizinho à Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Em um terreno de 40 mil m² ao lado do Shopping Metropolitano, as obras devem começar no primeiro semestre de 2026, com inauguração prevista para 18 meses depois.
O clube será desenvolvido pela Brasil Surfe Clube (BSC), que aposta no grande público carioca de surfistas — cerca de 2 milhões, segundo a empresa.
— Pode parecer contraintuitivo, mas concluímos que a piscina tem que estar perto da praia, porque é onde está o meu mercado. Se fosse montar longe, teria que criar uma cultura do zero. Além disso, há uma grande oportunidade com o público feminino e infantil. Estamos mirando as famílias. Com essas ondas, é possível aprender a surfar em uma semana, o que é impossível no mar — explicou Ricardo Laureano, CEO e cofundador da BSC.
O plano é vender cerca de 3 mil títulos, a um preço médio de R$ 350 mil cada. Associados pagarão mensalidades entre R$ 500 e R$ 700. O complexo deve incluir restaurantes, sauna, coworking, academia, spa e quadra de beach tennis.
Búzios e Mangaratiba: obras em andamento
A mesma empresa também está por trás de projetos em Mangaratiba (Costa Verde) e em Búzios (Aretê Búzios). As obras começaram este ano.

Em formato de óculos, projeção de como será piscina — Foto: Divulgação/BSC



