O Rio de Janeiro precisa transformar a mobilidade urbana em política de estado para superar quase dez anos sem expansão da malha metroviária. A avaliação é de Guilherme Ramalho, presidente do MetrôRio e vice-presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).
Em entrevista à CBN Rio, Ramalho defendeu a equalização do preço das passagens entre todos os modais. “Nós precisamos trabalhar na equalização do valor tarifário para que ônibus, trem, metrô, BRT, VLT, todos tenham o mesmo preço e as pessoas decidam como vão se locomover de acordo com o seu desejo de viagem”, afirmou.
O Rio investe apenas 3% do orçamento em mobilidade urbana, atrás de São Paulo (8%) e Bahia (6%). A passagem mais cara de metrô do país resulta da falta de subsídios estaduais e da gestão municipal e estadual separada, provocando migração para o transporte individual, especialmente motocicletas.
Ramalho aponta a ligação do Estácio ao Centro como chave para destravar o crescimento do sistema. “Uma extensão da linha 2 de Estácio até Carioca, com 3 km, permitiria a redução do intervalo na Pavuna em mais de 1 minuto e um ganho de capacidade de mais 30% de usuários”, destacou.
A pauta de expansões prioritárias inclui ainda o avanço da Linha 4 a partir do Jardim Oceânico.
Fonte: cbn.globo.com



