Uma noite de violência assustou moradores das zonas Oeste e Sudoeste do Rio de Janeiro. Três ataques a tiros registrados entre a noite de terça-feira (9) e a madrugada de quarta-feira (10) deixaram ao menos três mortos e dois feridos, entre eles um adolescente. A Polícia Civil investiga se os crimes têm relação entre si e se estariam ligados a disputas entre facções criminosas.
Tiroteio na Praia de Guaratiba
O primeiro caso ocorreu por volta das 22h, na Praia de Guaratiba. Três homens foram baleados; um deles, de 23 anos, morreu no local.
As outras vítimas foram identificadas como:
- Carlos Januário, 18 anos, ferimentos leves, encaminhado ao Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande;
- Braian Souza, 23 anos, levado à mesma unidade com ferimentos moderados.
Adolescente morto no Recreio dos Bandeirantes
Cerca de uma hora depois, por volta das 23h, um grupo de jovens jogava bola próximo a um quiosque no Posto 12 da Praia do Recreio, quando quatro criminosos chegaram em duas motos e abriram fogo.
Um adolescente de 16 anos morreu na hora. Outro, de 15 anos, foi socorrido em estado grave pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.
Testemunhas contaram que os adolescentes estavam acompanhados de outros oito jovens. Familiares da vítima fatal relataram que ele trabalhava como ambulante, vendendo gelo em quiosques da orla.

Tiros atingiram o quiosque, que ficou parcialmente destruído — Foto: Reprodução
Os disparos também atingiram parte da estrutura do quiosque, que ficou danificada.
Execução no Terreirão
Minutos depois do ataque no quiosque, um homem foi executado na comunidade do Terreirão, a menos de 500 metros da praia.
A vítima foi identificada como Cauã Vinicius Gomes Silva, 22 anos. Ele foi alvejado na Rua DW. De acordo com a Polícia Militar, Cauã integrava o Terceiro Comando Puro (TCP) e teria migrado recentemente para o Comando Vermelho (CV).
A PM acredita que os autores do atentado no Recreio também tenham participado da execução. Cauã possuía duas anotações criminais, uma por furto e outra por homicídio.
Investigações
Equipes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizaram perícia nos locais dos ataques. A Polícia Civil apura se os três episódios fazem parte de uma mesma ação criminosa, possivelmente relacionada a confrontos entre facções rivais que disputam territórios na região.



